CBA Alumínio

nov qua, 2020

Trabalho em parceria entre Legado Verdes do Cerrado, UFG e Fapeg apresenta dados relevantes para monitoramento ambiental e uso sustentável dos recursos hídricos.

Com localização geográfica, relevo e altitude estratégicos, o Cerrado desempenha papel fundamental no abastecimento de água do país. As águas das mais de 20 mil nascentes desse bioma são escoadas para outras regiões, alimentando oito das 12 bacias hidrográficas do Brasil e auxiliando na distribuição dos recursos hídricos pelo território brasileiro. “O Cerrado é o berço das águas”, afirma o professor Doutor Thiago Lopes Rocha, do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP) da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Nesse contexto, cuidar das águas do Cerrado é fundamental para toda a população brasileira, que depende do abastecimento hídrico para agricultura, indústria, atividades cotidianas, dentre outras. Pensando nisso, uma iniciativa pioneira coordenada pelo professor Thiago Rocha em Goiás vem trazendo informações relevantes para a biodiversidade, monitoramento ambiental e o uso sustentável das águas.

Realizado no Legado Verdes do Cerrado, uma Reserva Particular de Desenvolvimento Sustentável de propriedade da CBA (Companhia Brasileira de Alumínio), o estudo científico de biomonitoramento é pioneiro no país ao utilizar um peixe – o zebrafish (Danio rerio), também conhecido como paulistinha – para avaliar a qualidade da água e sedimento dos rios. A escolha desse animal vertebrado se dá porque o DNA dos peixes é parecido com o dos seres humanos, de forma que, ao analisar o impacto da qualidade da água no organismo dos peixes, é possível associar esses efeitos ao corpo humano.

“Esses animais possuem genoma sequenciado com aproximadamente 70% de similaridade com o genoma do ser humano. Portanto, são utilizados como sistema-modelo para análise dos efeitos de poluentes das amostras ambientais em seu organismo. As respostas que obtemos podem ser associadas ao homem no estudo de doenças como câncer, alterações do comportamento, disfunções endócrinas e desordens neurológicas”, explica Thiago Lopes Rocha. 

O projeto está sendo realizado no Rio Traíras, que é manancial de captação para abastecimento público dos 46 mil habitantes da cidade de Niquelândia, no Norte de Goiás. Está localizado no trecho superior da bacia do Rio Tocantins e é um dos afluentes pela margem direita do Rio Maranhão. Juntamente com o Rio das Almas, formam o Reservatório da Usina Hidroelétrica (UHE) de Serra da Mesa, o maior do Brasil em volume de água, com 54,4 bilhões de m³. 

Como destaca o coordenador do estudo, apesar de ser conduzido em uma localidade específica, o conhecimento obtido com a pesquisa extrapola o estado de Goiás. “Programas de biomonitoramento de recursos hídricos regionais contribuem para o conhecimento e a gestão da qualidade das águas de grande parte do Brasil”, explica.

Segundo ele, os resultados parciais da pesquisa indicam boa qualidade da água no Rio Traíras e baixa toxicidade para os embriões e larvas do zebrafish, destacando a importância da Reserva na conservação dos recursos hídricos.

Pesquisa

O projeto “BioLeVe: Biomonitoramento do ecossistema aquático da Reserva Legado Verdes do Cerrado através de abordagem integrada com o sistema-modelo zebrafish (Danio rerio)” é realizado em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg). 

No Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP – UFG), em Goiânia, os pesquisadores fazem os testes de toxicidade com as amostras coletadas utilizando embriões e larvas do zebrafish. A reprodução dos peixes e obtenção dos embriões viáveis são feitas no Instituto. Ao longo do desenvolvimento dos peixes, os cientistas identificam e quantificam possíveis alterações nas células e tecidos do animal, causadas pela exposição do zebrafish às amostras de água. Essas alterações dão indicativos de doenças e alterações que podem vir a acometer também os seres humanos que tenham contato com a água daquele rio.

Já foram realizadas três campanhas de coleta das amostras no Legado Verdes do Cerrado: duas no período seco (julho/2019 e outubro/2019) e uma no período chuvoso (janeiro/2020). Dessa forma, os pesquisadores esperam obter dados das variações anuais dos parâmetros físicos e químicos da água e dos sedimentos. A quarta e última coleta precisou ser adiada devido à pandemia da Covid-19 e será realizada na medida em que as atividades sejam seguras para a saúde de todos os envolvidos. 

Sobre o Legado Verdes do Cerrado

O Legado Verdes do Cerrado, com aproximadamente 80 % da área composta por cerrado nativo, é uma área de 32 mil hectares da CBA – Companhia Brasileira de Alumínio, uma das empresas investidas no portfólio da Votorantim S.A. A cerca de três horas de Brasília, é composta por dois núcleos. No núcleo Engenho, nascem três rios: Peixe, São Bento e Traíras, de onde é captada toda a água para o abastecimento público de Niquelândia/GO. Nele está a sede do Legado Verdes do Cerrado onde, em 23 mil hectares, são realizadas pesquisas científicas, ações de educação ambiental e atividades da nova economia, como produção de plantas e reflorestamento; enquanto 5 mil hectares são áreas dedicadas à pecuária, produção de soja e silvicultura. O núcleo Santo Antônio Serra Negra, com 5 mil hectares, mantém o cerrado nativo intocado e tem parte de sua área margeada pelo Lago da Serra da Mesa.

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Sobre a CBA

Desde 1955, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) produz alumínio de alta qualidade de forma integrada e sustentável.

Com capacidade instalada para produzir 100% de energia vinda de hidroelétricas próprias, a CBA minera a bauxita, transforma em alumínio primário (lingotes, tarugos, vergalhões e placas) e produtos transformados (chapas, bobinas, folhas e perfis). Em estreita parceria com seus clientes, a CBA desenvolve soluções e serviços para os mercados de embalagens e de transportes, conferindo mais leveza, durabilidade e uma vida melhor.

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